Para fazer valer o decreto do governo do Estado, que proíbe a permanência de pessoas em praças, parques e praias de municípios classificados com bandeira vermelha, a Brigada Militar planeja reforço de efetivo em municípios do Litoral Norte. Nesta terça-feira (1), o governador Eduardo Leite alertou que a faixa de areia ficará interditada por 14 dias para frear o avanço da Covid-19. Vale ressaltar que apenas o calçadão será liberado para exercício físico.

Segundo o comandante-geral da BM, coronel Rodrigo Mohr Picon, policiais militares do Batalhão de Choque serão deslocados para cidades do Litoral Norte aos finais de semana. Serão cerca de 30 Policiais Militares (PMs), mas o número pode aumentar em caso de necessidade. Além disso, 120 alunos soldados que se formam no próximo dia 21 de dezembro já fazem estágio no policiamento, apoiando as unidades. A Operação Verão, que começa no dia 19 desse mês, também levará mais agentes às praias em um período de grande movimento. O objetivo da ação da BM é auxiliar no cumprimento das regras e orientar as pessoas sobre as medidas que devem ser adotadas. Eventuais punições são tomadas apenas em caso de necessidade:

“Temos atuado desde o início da pandemia com a ideia de mediação, informação, tentando convencer as pessoas. Mas também há uma ação mais forte e vigorosa, no sentido até de prisão, daqueles que estão organizando festas e eventos com público. Obviamente não vamos tomar medidas extremas, porque nosso mote é sempre a mediação. A própria presença do policial já inibe”, explica o comandante. Segundo a Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte), as prefeituras devem cumprir a decisão do governo do Estado. O objetivo é se adequar agora para evitar medidas mais duras no início do verão.

O governo ofereceu a ajuda da BM às prefeituras de todas as regiões para que as novas regras, que valem por pelo menos duas semanas, sejam cumpridas. Assim, a corporação buscará fazer um trabalho interativo, se colocando à disposição para que o Executivo de cada cidade informe sobre quais são os principais problemas. “Cada cidade tem uma característica e um problema específico. A ideia é ter uma boa interação com as prefeituras e estabelecer planos para cada realidade. Assim, podemos focar o trabalho onde está o maior problema. Essa parceria já existia, mas com o novo aumento de casos, estamos reforçando e tentando melhorar o contato”, afirmou o coronel Picon.

Foto: Daniela Barcellos