SUSPENSÃO da nomeação do novo chefe da Polícia Federal fez presidente Bolsonaro recuar da intenção de manter seu indicado. Por enquanto o cargo permanece vago, mas certamente o corpo funcional da PF tem vários nomes em condições de assumir a função. O aparelhamento feito pelo ex-ministro Moro na pasta da Justiça serviu para que arquitetasse seu plano de implodir o governo do presidente. Tudo indica que Moro não foi confiável no tempo em que esteve diante da pasta e demonstrou uma inoperância para o cargo, mas mantendo a sua figura de paladino da corrupção. A atitude com o presidente pode ressuscitar as acusações apresentadas pelo Intercept a ampliado pela Globo e Folha de São Paulo sobre as mensagens deste com os procuradores da Lava-Jato.

GOVERNADOR Dória cobra de Bolsonaro atitudes que foram delegadas pelo STF aos governadores e prefeitos. Se estes tivessem desde que surgiu os primeiros casos em São Paulo adotassem o uso de máscaras e providenciassem a produção aqui no país com parceria de várias empresas a situação atual seria diferente. Governadores do Rio e São Paulo deixaram para tomar atitudes após o Carnaval, mesmo já tendo decreto de estado de emergência do governo federal em 4 fevereiro. Nesta ocasião no Brasil haviam somente casos suspeitos. Na oportunidade haviam casos suspeitos em número de seis em São Paulo, quatro no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catariana e um no Rio de Janeiro e nenhum caso confirmado. Na China já haviam mais de duas mil mortes e na Itália 107 e em vários outros países com números bem menores. Mas Mandetta e os governadores não adotaram o uso de máscaras e higienização e hoje o “achatamento da curva” gerou um pânico na população e a uma paralisação na economia.

CORONAVÍRUS não escolhe classe social, mas certamente a chegada desta pandemia ao Brasil veio por aqueles que tinham condições de viajar ao exterior e realizar cruzeiros marítimos. Com a quarentena imposta com antecipação em todo o país a população agora depende de auxílio financeiro do governo federal, mas estados e municípios não arrefeceram a ganância arrecadatória, nem mesmo realizaram cortes orçamentários, redução de salários ou como o nosso Congresso que nem sequer dignou-se a entregar o fundo partidário e o fundo eleitoral de bilhões de reais para ajudar a população. Aliás assim não o fizeram para aproveitar a desgraça do povo para comprar votos com o dinheiro que é do povo nas próximas eleições.