carteiraMais um recorde ruim no Brasil: atingimos 14,2 milhões de desempregados. A pesquisa foi divulgada pelo IBGE na manhã desta sexta-feira e trouxe o pior resultado da série histórica do levantamento.

Considera o primeiro trimestre do ano. A taxa de desemprego atingiu 13,7%. No trimestre anterior, estava em 12%.

Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores caiu para 88,9 milhões. O IBGE chama de população ocupada e estamos com o menor contingente desde o início de 2012.

Vamos ao detalhe da pesquisa, comparando com o trimestre anterior:

O emprego com carteira assinada, estimado em 33,4 milhões de pessoas, caiu 1,8%. Ou seja, menos 599 mil pessoas. E caiu também na categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,1 milhões de pessoas) ficou estável. O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, também ficou na mesma. Assim como a categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas.

E por segmento:

“A análise do contingente dos grupamentos de atividade, do trimestre janeiro / março de 2017, em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, mostrou queda na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-2,7% ou -240 mil pessoas), Construção (-3,4% ou – 242 mil pessoas), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,5% ou -438 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-3,1% ou -484 mil pessoas). Os grupamentos em alta foram: Alojamento e alimentação (3,4%, ou mais 165 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1% ou mais 201 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.”

Mas…

O rendimento subiu. E teve uma alta significativa. Passou de R$ 2.064 para R$ 2.110 de um trimestre para o outro.

Aliás, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial vê com bons olhos este aumento da renda. Influencia na massa de rendimentos, que ativa o comércio e o setor de serviços. Por consequência, a melhora bate na indústria.