A Brigada Militar já identificou pelo menos três grupos de Whatsapp em que os integrantes emitem alertas sobre a localização das barreiras realizadas em Tramandaí e Imbé. Dezenas de pessoas participam das trocas de informações que prejudicam as ações de combate à criminalidade.

As mensagens alertam sobre a presença da Brigada Militar, especialmente nos finais de semana, quando é realizada a Operação Avante, com reforço vindo de outras regiões do Estado. Em um desses grupos, um dos usuários avisa: “Blitz na ponte sentido Imbé Tramandaí”. Outro escreve: “Tão atacando e tão começando no  cemitério, sobre uma operação da Brigada Militar no bairro São Francisco, em Tramandaí. Em outro grupo “antiblitze”, uma usuária publica o desenho de um porco para se referir aos policiais militares. Ela escreve: “Uma viatura cheia de porco na rua do Horto entrando pela Fernandes Bastos”.

O  comandante da Brigada Militar de Tramandaí, Capitão Luiz Cesar, lamenta a postura de alguns moradores e destaca que com o monitoramento dos grupos a estratégia das barreiras também é alterada. “Agora nós fazemos barreiras mais rápidas e trocamos de lugar com mais frequência. Também decidimos realizar ações em lugares onde não costumávamos fazer”, explicou o oficial.

Informar sobre barreiras da Polícia não é crime, mas pode ajudar os bandidos. No último domingo, uma dessas ações resultou na prisão de um homem com um carro roubado na avenida Fernandes Bastos, no Centro da cidade. Ele fugiu da barreira, mas bateu o carro em um poste em uma rua paralela.

 

 

Fonte: Litoral na Rede