Seguem as buscas pelo corpo do menino Miguel dos Santos Rodrigues. A criança de sete anos de idade foi dopada pela mãe, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues (26), colocada em uma mochila com rodinhas e arremessada no Rio Tramandaí. O crime teria ocorrido na noite do dia 28 de agosto, em Imbé. Desde então, os agentes do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e da Marinha do Brasil estão realizando buscas tanto no Rio quanto na costa marítima (entre Tramandaí e Torres), na tentativa de tentar localizar o corpo da vítima.

Sem sucesso, os Bombeiros resolveram ampliar a área de busca. Na terça-feira (3), as buscas se concentraram às margens da Lagoa Tramandaí, em Imbé. Segundo o comandante do Pelotão de Bombeiro Militar de Tramandaí, o tenente Elísio Lucrécio, outros locais de mata próximos a residência onde a criança morava com a mãe e a enteada também estão sendo vistoriados.

ENTENDA O CASO

De acordo com a Polícia, Yasmin Rodrigues teria procurado a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Tramandaí na noite de quinta-feira (29/07), para registrar que o filho estava desaparecido há dois dias, em Imbé. Porém, durante o seu depoimento, a mulher acabou entrando em contradição e acabou confessando o crime.

Há Polícia, Yasmin confessou ter dado remédios ao filho, o colocado em uma mochila com rodinhas e o jogado no Rio Tramandaí. A mulher foi presa em flagrante. Não bastasse isso, a mãe do menino relatou ao delegado da Polícia Civil, Antonio Carlos Ractz Júnior, durante o depoimento, que realizava tortura física e psicológica com a criança. “O menino era colocado em um cômodo da casa, posto de castigo, amarrado e trancado dentro de um roupeiro”, declarou o delegado Ractz.

COMPANHEIRA PRESA

Após investigações, a Polícia Civil prendeu temporariamente no final da tarde de domingo (1), a companheira de Yasmin, Bruna Porto da Rosa. A prisão ocorreu após a polícia ter tido acesso ao conteúdo armazenado nos celulares das suspeitas. De acordo com as investigações, trocas de mensagens demonstram a prática de crimes que resultaram na morte do menino.

Em uma das trocas de mensagens divulgadas, a companheira e a mãe da criança falam sobre a compra de uma corrente e um cadeado que, conforme a Polícia Civil, foi usado para acorrentar o garoto. A mãe e a enteada de Miguel foram levadas ao Presídio Estadual Feminino de Torres (PEFT), onde vão permanecer a disposição da Justiça.


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