A Polícia Civil afirmou nesta segunda-feira (13), que o DNA encontrado dentro de uma mala apreendida em uma lixeira pertence a Miguel dos Santos Rodrigues, de sete anos, morto em Imbé. A bolsa foi utilizada pela mãe (Yasmin Rodrigues) e a companheira dela (Bruna da Rosa) para transportar o corpo do menino até o Rio Tramandaí, onde teria sido jogado.

A criança, segundo a investigação da polícia e a denúncia do Ministério Público (MP), foi morta pela mãe, que responde na Justiça por homicídio, tortura e ocultação de cadáver. A madrasta de Miguel também foi denunciada pelos mesmos crimes. O Judiciário aguarda a perícia do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) “em razão da instauração do incidente de insanidade mental, que está em andamento”.

O delegado Antonio Carlos Ractz afirma que o Departamento de Perícias Laboratoriais do Instituto-Geral de Perícias (DPL/IGP) disponibilizou novo laudo para as investigações. “Segundo a conclusão, no interior da bolsa de viagem foi encontrado DNA da vítima. Ou seja, a vítima foi efetivamente transportada no interior da mala em questão”, diz.

Anteriormente, a perícia já havia concluído que o sangue encontrado em uma camiseta e em uma corrente era do menino. As amostras foram comparadas ao material genético da mãe. Ractz ainda aponta que o corpo de Miguel não deve estar no Litoral gaúcho, dizendo não existirem mais razões para manter as buscas. “Não há mais razões técnicas para persistirem as buscas. Segundo a experiência, o corpo, em razão do decurso do tempo, não seria mais localizado em nosso litoral. Já mantive contato com o CBM (Corpo de Bombeiros Militar) sobre o assunto”, comenta o delegado.

Foto: Divulgação


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