Os servidores da Secretaria Municipal de Saúde realizaram na segunda-feira (4), uma vistoria no cemitério da cidade. Durante o processo foram encontrados focos do mosquito Aedes Aegypti, hospedeiro do vírus causador de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.

Diante da situação, a equipe da Vigilância Ambiental realizou a desinfecção em todo o local. Segundo a coordenadora do departamento, Halina Borba, a ação faz parte de um monitoramento de pontos estratégicos no município, que podem ser possíveis focos do mosquito. Conforme Halina informou, nos próximos dias o trabalho segue sendo realizado nos bairros.

Vale ressaltar que Imbé foi uma das cidades do Litoral Norte que registrou infestação do Aedes Aegypti em 2020. Os outros municípios foram Arroio do Sal, Balneário Pinhal, Capão da Canoa, Cidreira, Mostardas, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Terra de Areia, Torres, Tramandaí, Três Cachoeiras e Xangri-lá.

Segundo o último Informativo Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), atualizado no dia 19/12 de 2020, no ano passado foram notificados na região da 18a Coordenadoria Regional de Saúde (a qual pertence os 23 municípios do Litoral Norte), 27 casos de dengue, chikungunya ou zika, sendo confirmados seis casos de dengue. Desses confirmados, três eram autóctones, ou seja, transmitido dentro da local de origem.

Conforme os dados da SES, em 2020 foram notificados 6.966 casos em todo o RS, sendo 6.372 de dengue, 327 de zika e outros 267 de chikungunya. Do total, foram confirmados 3.650 casos, sendo 3.597 de dengue (3.318 autóctones), 41 de zika (40 autóctones) e 12 de chikungunya (nenhum autóctone). Nunca antes, o Estado havia registrado casos dessas doenças.

Quanto ao número de óbitos, foram registrados 25, sendo seis por dengue e 19 por chikungunya. O RS não registrava mortes por dengue desde 2015. Até então, o Rio Grande do Sul somava três mortes por dengue: uma em 2010 e duas em 2015. Mesmo com os índices de mortes baixos no Estado, é necessário manter todos os cuidados para que o Aedes Aegypti não se prolifere. Para isso é preciso:

  • Tampe os tonéis e caixas d’água;
  •  Mantenha as calhas sempre limpas;
  •  Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  •  Mantenha lixeiras bem tampadas;
  •  Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  •  Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  •  Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.
  • Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas;
  • Limpe ralos e canaletas externas;
  • Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
  • Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água.

Foto: PMI