12514060_1030539843659422_6048850757435718734_oA construção de duas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) em Imbé e Capão da Canoas e a modernização das ETEs de Tramandaí e Xangri-Lá. Estas são algumas das medidas de curto prazo previstas no plano de ações para o Litoral Norte, que a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) apresentou ao Ministério Público em reunião na manhã desta sexta-feira (19), na Promotoria de Justiça de Capão da Canoa.

De acordo com o planejamento, os municípios de Capão da Canoa, Tramandaí, Imbé e Xangri-Lá são considerados zona crítica, em razão do alto impacto populacional, e por isso são fundamentais no planejamento do saneamento básico da região. Além dessas grandes áreas urbanas, também foram integradas no plano os pequenos balneários onde predominam residências unifamiliares. Para essas áreas, o sistema de coleta de esgotos se dará por tanques sépticos individualizados, construídos pelos moradores segundo as normas técnicas brasileiras e cadastrados nas prefeituras, que deverão fiscalizar sua implantação e responsabilizar-se pela coleta do lodo neles produzido. Esse lodo será tratado pela Corsan na ETE Guarany, localizada em Capão da Canoa. É a estação de tratamento mais cêntrica dentro da zona crítica e do Litoral Norte, a que possui a maior área disponível para bacias de infiltração e que está inserida dentro da área mais densamente povoada.

O diretor-presidente da Companhia, Flávio Ferreira Presser, destacou que o descuido com a área litorânea traz enormes prejuízos. “É necessário discutir soluções progressivas, compatíveis em termos de tarifa e que estejam nos horizontes das possibilidades técnicas e ecológicas”, assinalou. De acordo com o dirigente, “há uma preocupação com o crescimento populacional global. É preciso uma maior conscientização da população sobre a necessidade de fazer suas ligações à rede de esgoto. Porém, isso não deve ser uma decisão individual, porque as consequências são coletivas”, alertou.

Na sua apresentação, Presser também abordou outras fases de implantação do Plano. A médio prazo, está prevista a construção de um emissário entre Capão da Canoa e Tramandaí, com tubulação que recolherá o excedente das lagoas de captação para o lançamento dos efluentes já tratados no rio Tramandaí, em Imbé. Em longo prazo, levando-se em conta a projeção do crescimento demográfico na região, estuda-se a implantação de um emissário submarino de 7 km, pesquisa analisada conjuntamente pela Corsan e pela Fundação Universidade de Rio Grande (Furg).

Participaram do encontro os coordenadores do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Daniel Martini, e da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias, Débora Menegat, e aos promotores de Justiça de Capão da Canoa, Santo Antônio da Patrulha, Torres e Osório. Também estiveram presentes os diretores da Corsan Marcus Vinicius Caberlon (Expansão) e Luciano Eli Martin (Comercial), e o superintendente da regional da Companhia no Litoral, Rodrigo de Toledo.

ETE de Imbé

O plano de ações para o Litoral Norte teve, neste mesmo dia, mais uma ação concretizada. Durante a tarde, foi autorizado o início para a construção da ETE de Imbé. O ato ocorreu na prefeitura da cidade, na presença do prefeito Pierre Emerim, autoridades e representantes da sociedade local.

A construção da ETE representa cerca de um terço do investimento global de R$ 30,8 milhões que a Corsan está fazendo no município, para a implantação do sistema de esgotamento sanitário (SES), recursos financiados pelo BNDES por meio do PAC 2. No valor de R$ 9 milhões, a instalação, que ocupará área no bairro Novo Nordeste, será construída dentro do mais alto grau de exigência do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), segundo sua resolução nº 128. A ETE terá vazão inicial de 64 litros por segundo e deverá estar concluída em um prazo de dois anos. O SES de Imbé já vem sendo implantado pela Corsan, com o assentamento de 24 km de redes coletoras e oito estações de bombeamento. Nesta fase, serão beneficiadas 3.627 economias.

O prefeito saudou a ocasião como um marco na história do município. “Imbé tem um antes e um depois dessa obra. A grande parceria que o município tem com a Corsan é fundamental para o cuidado ambiental e para o desenvolvimento econômico da cidade. Nosso povo está orgulhoso, a cidade está revigorada e com a autoestima elevada, porque sabemos todos que essa parceria está rendendo excelentes frutos”, declarou.

O diretor-presidente da Companhia destacou a importância da parceria com o município para viabilizar a obra, que extrapola Imbé e beneficia todo o Litoral Norte. “Esse ano a Corsan está completando seus 50 anos, e isso nos permite olhar para o futuro, para o que temos a responsabilidade de fazer para as próximas gerações. É o futuro e a vida sendo tratados com respeito. As ETEs de Imbé e de Capão da Canoa (que serão construídas), junto com as ETEs de Tramandaí e de Xangri-Lá, que passarão por ampliação, mais a ETE de Torres, cobrem uma significativa parcela do Litoral Norte. Esse sistema de tratamento viabilizará ambientalmente o desenvolvimento da região”, afirmou. Presser lembrou também que a responsabilidade pela correta destinação e tratamento de esgotos é compartilhada entre Corsan, prefeituras e população, cabendo a cada um fundamental parcela para que o planejamento funcione e amplie a qualidade vida na região.

Texto: Deise Nascimento Nunes / Ascom Corsan
Edição: Léa Aragón/Secom