O parlamento brasileiro é um dos pilares da democracia de qualquer nação. Sua independência e legitimidade conferida pelo voto da população visa defender os direitos da população ali representada, bem como a de legislar em prol da regulamentação da vida dos cidadãos. Deveria por si só ser um exemplo para os que representam de honestidade, seriedade com a coisa pública e coerência com seus discursos.

Infelizmente durante décadas vemos Câmara e Senado sendo os grandes articuladores de maracutaias, de desvios de recursos e de aparelhamento da máquina pública. Não que seja a pretensão de moralismo público, mas pelo um mínimo de ética e de buscar a melhoria para o povo em serviços públicos e qualidade de vida. Não a tanto como se regalam os nobres deputado e senadores, mas conceder dignidade aos cidadãos que labutam e pagam seus impostos.

O governo Bolsonaro quebrou o paradigma entre os poderes de um se servir dos serviços do outro, se complementando ou se locupletando. Isto mexeu com o mecanismo de corrupção que estava enraizado em Brasília e nos bastidores do Congresso. O “toma lá da cá” teve seu fim e com isto os ânimos se acirraram em cada um dos poderes numa guerra que se desenvolveu e se desenvolve, parte no submundo da política de Brasília e parte nos holofotes da imprensa nacional. As canalhices de muitos congressistas que se elegeram por conta da popularidade do presidente logo mostraram que eram mais do mesmo, lobos em pele de cordeiro e que agora labutam pela destituição do presidente. Elementos que achavam estarem formando uma nova casta política e que nada mais eram do que mais do mesmo e até piores. Serão políticos de uma eleição e logo irão novamente para o ostracismo de onde nunca deveriam ter saído. Quiseram viram lobos em meio a alcatéia e não passaram de simples guaipecas das sobras. Rodrigo Maia e Alcolumbre foram exemplos claros de dois protagonistas que certamente não voltarão ao cenário politico em Brasília diante do mau que fizeram em última análise ao povo brasileiro. Mostraram-se crianças mimadas que receberam muitas guloseimas e se distanciaram do principal motivo de lá estarem e principalmente de seus eleitores.

Todas a artimanhas engendradas não tiveram o êxito que esperavam e agora surgiu, com a aquiescência do STF a CPI que nada mais é que um grupelho comandado por dois conhecidos corruptos que já deveriam estar na cadeia. Renan Calheiros, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues são a nova versão dos irmãos metralhas, agora como juízes e buscando imitar as ações do STF. Este trio ainda tem mais quatro elementos que são no mínimo patéticos, sem falar de seus atos de corrupção em seus estados. Assim este grupelho se denominou G7 da CPI que mais parece ser Conluio de Parlamentares Investigados. Uma quadrilha formada para denegrir pessoas do governo federal que se esmeraram, dentro do que o STF permitiu, para o combate à pandemia. Criam narrativas, situações cenográficas e até teatrais (como o caso do deputado Miranda de colete a prova de balas, Bíblia na mão e choro incontido). Aliás o deputado Miranda comprometeu o irmão e a idoneidade deste, além de que se aponta como quem fez o pedido de propina para a compra da Covaxin. Esta quadrilha envergonha ainda mais o parlamento, em que as velhas raposas já não mais sabem o que fazer para destituir o presidente. Talvez recorram ao expediente de Adélio Bispo, pois Gilmar Mendes deve estar atento para o mento certo de vir a libertá-lo.

Se a CPI continuar no ritmo que está poderá sim todo o grupelho vir a ser preso por fake News, abuso de poder, de autoridade, de falta de decoro, de falta de ética, por falta de ética, por falta de honestidade e principalmente pelos seus crimes cometidos em seus estados e até mesmo em Brasília. A CPI nada mais é do que uma quadrilha de milícia política que está a serviço do mecanismo de corrupção no país e que tentar ressuscitar o velho modus operandi.