denarcMais de R$ 1 milhão em drogas e armas foram apreendidos pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil, durante a operação Sucursal ocorrida entre a noite de segunda-feira e madrugada de terça-feira, em Porto Alegre. Trata-se de mais um duro golpe contra a organização criminosa comandada pelo traficante Xandi, morto em janeiro deste ano em Tramandaí. O controle foi então assumido pelo traficante Gambini, alvo da operação Laranja Mecânica realizada em 7 de outubro passado e que foi considerada a maior no combate à lavagem de dinheiro já realizada pela corporação. Na ocasião foram recolhidos mais de R$ 8 milhões em patrimônio da quadrilha. O criminoso acabou preso na semana passada com um Citroën C5. Na ação foram apreendidos um novíssimo fuzil calibre 556, de fabricação canadense, vindo do Rio de Janeiro; seis pistolas calibres 9 milímetros com nove carregadores; dois revólveres calibres 38 e 357, ambos de cano longo; cerca de 500 cartuchos; 42 quilos de maconha; 5,5 quilos de crack; 2,2 quilos de cocaína incluindo a chamada “escama de peixe” que possui maior grau de pureza; e duas balanças de precisão; além de um caderno de anotação. Quatro traficantes, foram presos, dos quais três foram apontados como os gerentes dos “negócios”. A mulher de um deles também foi presa junto. As investigações duraram seis meses e foram conduzidas pelo delegado Rafael Pereira, O armamento e entorpecente estavam escondidos em três malas e uma mochila no interior de um pequeno apartamento usado apenas como depósito na avenida Ipiranga, no bairro Azenha, no trajeto entre o condomínio Princesa Isabel, conhecido como Carandiru, e a vila Planetário, ambos áreas de atuação da quadrilha. O Denarc pretende agora entrar em contato com o Departamento de Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para troca de informações pois existe a suspeita de que as armas apreendidas tenham sido empregadas nas execuções de desafetos e quem estava impedindo os planos de expansão da venda de drogas para outras áreas no entorno dos bairros Santana e Cidade Baixa. Os agentes do Denarc não descartam que o próprio assassinato do Xandi pode ter sido cometido em decorrência de um “racha” interno no grupo que terminou beneficiando Gambini, então braço-direito do traficante morto.