A suspensão das aulas presenciais em março em decorrência da pandemia e pelo temor de contaminação em massa da comunidade escolar agora encontra a dificuldade de retornar a nova normalidade.

Há dois aspectos a serem considerados. Primeiramente os professores não pretendem retornar à sala de aula, em sua grande maioria, sem que esteja garantida a segurança dos protocolos definidos. Também os pais dos alunos estão ainda receosos de mandarem os filhos para as escolas, mas muitos querem retornar ao trabalho e não tem com quem os deixar. Isto fará com que ao no letivo ainda se arraste por conta desta gripe que inevitavelmente todos estão sujeitos a serem acometidos.

Esta gripe, assim como a H1N1 exige muito mais rigor em ações de prevenção por parte das pessoas. Os hábitos de higienização e de distanciamento por parte da população é que preocupa. Somente uma ação forte de conscientização é que poderia ter minimizado o problema. Mas tudo evoluiu para uma politização, para o descambo financeiro em prefeituras e governos estaduais e pela não adoção de um protocolo de profilaxia que tem sido usado por muitos profissionais de saúde. Somente evitará o contágio aquele que seguir à risca a higienização, o distanciamento e uso de máscara (algo necessário quando em ambiente fechado ou quando houver alguém com resfriado) que tem sido recomendado.

Governadores e prefeitos deveriam ao longo da pandemia terem planejado o retorno às aulas com tempo e com aprofundamento de meios para proporcionar os estudos, e claro utilizado os recursos para compra de materiais (EPIs). Agora em que o ano letivo está praticamente perdido (só falta assim ser decretado, pois aulas a distância tem sido privilégio de poucos) o que se vê é uma completa desorganização e pressa. Deveriam ter organizado um cronograma de retorno a começar pelos alunos que tem mais idade (2º grau e do ensino superior) e depois ir chegando até a pré-escola, sempre em intervalos de 15 em 15 dias para avaliação.

Toda esta dificuldade criada pela disseminação do terror da pandemia e da politização pelos governadores vão custar caro a nação e as futuras gerações em nome de “poupar vidas”. Vê-se que a mortalidade da doença tem sido abaixo de 3%, mas se analisar outras situações que geram mortes como acidentes de trânsito, doenças respiratórias, cânceres, assassinatos e também de fome se percebe que o bicho da pandemia serviu para atender outros interesses. Os grupos de risco deveriam ter sido isolados e os demais seguirem com a normalidade das suas atividades afim de que a “imunidade de rebanho” fosse atingida. Além disso, prestar homenagem aos mais de 120 mil mortos pela Covid é um contrassenso quando se tem mais de 4 milhões de pessoas já imunes e outros milhares recuperadas. A estes e aos profissionais de saúde é a quem devemos homenagens, aos mortos cabe aos familiares que tiveram o descuido em determinando momento prantear pelo seu ente. Pois se assim agirmos estamos a exaltar a morte e não a vida e ao seguimento da humanidade.

A volta às aulas é questão de pouco tempo, até mesmo por que estão chegando as eleições municipais e muitos candidatos a prefeito e vereadores poderão ter uma resposta não agradável nas urnas pelas suas ações.