Com déficit de R$ 60 milhões e previsão de queda na receita nos próximos anos, a Emater já soma 214 demissões neste ano. Nesta semana, a entidade, que presta assistência técnica a pequenos produtores rurais, dispensou 64 funcionários. Outros 150 já haviam saído em dois Planos de Demissão Incentivada (PDIs). Segundo o presidente da Emater, Clair Kuhn, a redução do quadro foi necessária para buscar o equilíbrio financeiro. Ele assegura que, apesar da redução no quadro, não haverá impacto na assistência ao campo. A afirmação é rebatida pelo presidente da Associação dos Servidores da Ascar-Emater (Asae), Osvaldo Guadagnin que afirma que o trabalho vai reduzir sim e o orçamento previsto para o ano que vem é insuficiente para as atividades. A verba encaminhada anualmente pelo Estado à entidade, que em 2015 foi de R$ 180 milhões, terá redução de aproximadamente 25%, segundo previsão orçamentária. Há ainda outras fontes de receita, como os convênios com o governo federal. A entidade deixará de gastar R$ 22,5 milhões em 2016 com a redução do quadro. Atualmente, a Emater tem 2.340 funcionários, distribuídos em 494 dos 497 municípios do Estado e com ação sobre 226 mil famílias.

 


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