O Rio Grande do Sul criou 286 novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para auxiliar no tratamento das pessoas infectadas com o novo coronavírus. Como a habilitação que garante o pagamento dos custos ainda não foi feita pelo Ministério da Saúde, o governador Eduardo Leite anunciou nesta segunda-feira (4) que vai garantir as diárias dos leitos sob gestão estadual até que os repasses sejam regularizados pelo governo federal.

Com custo médio diário de R$ 1,6 mil por leito de UTI, o valor mensal a ser investido pelo governo nos 136 leitos estaduais (sendo 12 no Litoral Norte), distribuídos em 18 hospitais, está estimado em R$ 6,7 milhões. Há ainda outros 150 novos leitos prontos, em 19 hospitais, que estão sob gestão dos municípios, a quem o Estado pede que tomem a mesma medida. O investimento por parte das prefeituras somaria R$ 7,4 milhões por mês.

Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, a pasta já está tratando do assunto com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). “É uma decisão de suma importância, porque esses leitos estaduais e municiais estão prontos, com equipe e equipamentos, e, pela demora da habilitação do Ministério da Saúde, tomamos esta decisão para que possam entrar em operação de imediato”, afirmou.

Os 286 novos leitos representam uma ampliação de quase 30% na capacidade do RS, que tinha, no total, 1.001 leitos de UTI adulto com atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os hospitais sob gestão estadual aguardando habilitação e número de novos leitos estão: o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes de Torres (cinco leitos), o Hospital de Tramandaí (seis leitos) e o Hospital Santa Luzia de Capão da Canoa (um leito).

Foto: Gustavo Mansur