Após a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de manter as aulas presenciais suspensas em todo o RS enquanto estivesse na Bandeira Preta, o governador Eduardo Leite resolveu ceder a pressão e na tarde desta terça-feira (27), anunciou que o Rio Grande do Sul vai passar para a Bandeira Vermelha. A mudança ocorre depois de todas as regiões do Estado permanecerem em Bandeira Preta nas últimas nove semanas e deve valer, ao menos, pelos próximos 10 dias.

O governador também divulgou as novas mudanças do sistema de Distanciamento Controlado, que passam a valer a partir da 0h dessa quarta-feira (28). Entre as principais mudanças está a suspensão do modelo de cogestão (até o dia 10 de maio), o que impede que regiões ou municípios aderem medidas mais flexíveis em relação a cor da bandeira a qual estão. A seguir veja o que muda com o novo decreto estadual:

MUDANÇA NA SALVAGUARDA

Lançado no dia 10 de maio de 2020, o Distanciamento Controlado foi baseado em 11 indicadores da velocidade de contágio do coronavírus e da ocupação de leitos de UTI, classificando o risco para cada região do Estado, representado nas cores de quatro bandeiras, e com protocolos para cada nível – quanto maior o risco, mais escura a bandeira, da amarela à preta.

Com a evolução da pandemia e o aprendizado sobre o comportamento do vírus, foram criadas as duas salvaguardas: a estadual – implementada por decreto a partir da 44ª rodada (05/03/2021) e que coloca todo o RS em bandeira preta quando a razão de leitos livres para cada ocupado por paciente Covid está abaixo de 0,35 – e a regional, em vigor desde a 35ª rodada (01/01/2021), que é acionada quando uma região tem elevada quantidade de novas hospitalizações e de pacientes Covid e, ao mesmo tempo, está inserida em uma macrorregião com baixa capacidade hospitalar, determinando bandeira vermelha ou preta regionalmente.

Após análises de técnicos e especialistas do Gabinete de Crise, o governo decidiu ajustar a salvaguarda da bandeira preta no Estado: Ela segue existindo, mas passará a ser acionada apenas quando o indicador de leitos atingir o índice de 0,35 depois de um ciclo de 14 dias de piora na disponibilidade. A trava será desativada quando se observar um ciclo de pelo menos 14 dias de melhoria na ocupação hospitalar (leitos clínicos e de UTI).

Quanto à salvaguarda regional, será extinta para bandeira preta, mas fica mantida para bandeira vermelha. Assim, quando uma região apresentar bandeira vermelha ou preta no Indicador 6 (hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região) e o Indicador 8 (leitos livres/leitos Covid da macrorregião) estiver menor ou igual a 0,8, a trava é acionada e a região será classificada em bandeira vermelha mesmo que a sua média for mais baixa.

Foto: Divulgação


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