Entre os dias nove e 11 de dezembro foi realizada a 35a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec). Realizada anualmente pela Fundação Liberato, na cidade de Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, nesse ano o evento foi totalmente realizado de forma online, devido a pandemia. Em 2020, a Mostratec contou com a participação de 752 projetos de pesquisa: 420 do Ensino Médio e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, 260 do Ensino Fundamental e 72 projetos da Educação Infantil, do Brasil e de vários países, além de eventos integrados como: Seminário Internacional de Educação Tecnológica (Siet), Robótica Educacional e atividades esportivas e culturais.

Como é de costume, estudantes do Campus do Instituto Federal do RS (IFRS), estiveram representando a instituição e a cidade. Ao todo, foram apresentadas cinco pesquisas desenvolvidas por estudantes do Campus. Dentre os reconhecimentos, foram obtidos 2º e 3º lugares, credenciamentos para eventos nacionais e prêmios especiais.

TRABALHOS PREMIADOS

O projeto ‘Desenvolvimento de um app voltado às inter-relações femininas: uma análise e mapeamento sobre os brechós e associações do Litoral Norte Gaúcho, desenvolvido pela estudante Victórya Leal, ficou com o 2º lugar na área de História e Ciências Sociais e recebeu credenciamento para a edição de 2021 da Feira Mineira de Iniciação Científica (FEMIC).O estudo, orientado pela professora Flávia Twardowski, busca alavancar a economia circular de brechós e associações da região, por meio do desenvolvimento de um aplicativo, visto que os brechós ganharam novos significados com a Era Digital, enquanto as associações femininas vêm demonstrando grande afinidade com a ideia de sororidade, ou seja, mulheres que se veem como próximas e cooperam entre si.

O 3º lugar na área de Química e Bioquímica, credenciamento para participar da Mostra Internacional Científica e Cultural, no Rio Grande do Norte, assim como o Prêmio Unisinos à Inovação Tecnológica foi direcionado para a pesquisa ‘Síntese de bioplástico dos resíduos do sabugo de milho e casca de beterraba’. Desenvolvido pela estudante Laura Nedel Drebes, o projeto também foi orientado por Flávia Twardowski, e teve como coorientador o docente Cláudius Soares. O trabalho realizou a síntese de filmes biodegradáveis a partir do sabugo de milho e a casca da beterraba para colaborar com uma solução para os problemas causadas pelo descarte exacerbado de resíduos plásticos e resíduos agroindustriais no meio ambiente.

Já o trabalho ‘Atividade antifúngica dos extratos de Allium sativum sobre os fungos causadores da Sigatokas’, da estudante Amanda de Lorenzi Borges, recebeu o Prêmio Liberato Científica. Orientado pela docente Flávia Twardowski, a pesquisa tem como objetivo buscar alternativas naturais a partir de culturas presentes no estado para promover o controle da doença denominada Sigatokas, que atuam necrosando as folhas da bananeira. No caso específico utiliza o alho.

OUTROS PROJETOS APRESENTADOS

Também foram apresentados no evento os projetos ‘Desenvolvimento de polímero biodegradável a partir dos resíduos agroindustriais da uva, da estudante: Amanda Ribeiro Machado e orientado por Flávia Twardowski e ‘ZOODEX: uma enciclopédia biológica interativa’, dos estudantes Maysa Silva Rosa, Rafael Lopes da Silva e Yuri Fernandes Gomes, orientado por Lisiane Zanella e coorientado por Cláudius Soares e Bruna Flor da Rosa.

O primeiro busca uma alternativa para a poluição causada pelos polímeros sintéticos através da produção biotecnológica de um polímero biodegradável, utilizando o resíduo da produção de suco de uva. Já o intuito do segundo é aproximar os habitantes da região do Litoral Norte do conhecimento biológico das espécies locais por meio de um aplicativo móvel interativo (APP).

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