Guaritas foram destruídas e ruas ficaram alagadas em várias praias

Forte ressaca impressionou moradores do Litoral Norte | Foto: Alina Souza

Forte ressaca impressionou moradores do Litoral Norte | Foto: Alina Souza

O ciclone que chegou ao Rio Grande do Sul na quinta-feira provocou uma forte ressaca no Litoral Norte, que atingiu diversas praias. Em Tramandaí, Imbé, Capão da Canoas e Mariluz, moradores se impressionaram com a força das águas. Muitos relataram nunca ter visto ressacas tão grandes na região.

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Na quinta-feira, o ciclone provocou ventos de 130 km/h em Rio Grande, e mais de 111 km/h no Chuí. Na região Metropolitana, a ventania chegou próxima dos 100 km/h no Guaíba e cerca de 80 km/h no Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Ondas de até cinco metros em Tramandaí

Em Tramandaí, ondas de até cinco metros atingiram o muro de contenção do calçadão.Os quiosques foram arrastados e madeiras do andaime preso sob a plataforma foram parar nas dunas. Muitas pessoas subiram nas dunas para fotografar e filmar a ressaca que atinge a praia. O empresário Sérgio Ricardo Kosciuk, de 47 anos, nasceu em Balneário Camburiú, e surfa e pesca em Tramandaí. Morador de Porto Alegre, disse que vem todos os fins de semana para o Litoral, mas mesmo assim se surpreendeu com a situação. “Nasci e me criei na praia. Em 47 anos de vida, nunca vi nada igual”, afirmou.

Foto: Alina Souza

Mar invade avenidas e ruas próximas da beira-mar de em Imbé

Em Imbé, a situação não é diferente de Tramandaí. O mar invadiu a avenida Santa Rosa e ruas transversais, próximas da beira-mar. Os quiosques na beira da praia ficaram alagados.

A servidora pública municipal Adriane Wendt, 48 anos, vive há 26 na cidade e contou nunca ter visto uma ressaca como esta: “É digna de registro fotográfico, mas dá medo”, afirmou.

Foto: Alina Souza

Ondas destroem lancheria e guaridas em Mariluz

Em Mariluz, a força das ondas derrubou guaridas e alagou uma lancheria à beira mar. O muro de contenção também foi destruído. Dono do estabelecimento comercial, Luis Petry, lamentou os prejuízos. “A guarida foi que nem um barco de pesca, boiando e o mar levou. Geladeiras e frigobares foram estragados na lancheria, que tem três metros de areia. Nunca tinha visto nada parecido, dá medo de olhar”, relatou.

Foto: Luciamem Winck 

Avenida Beira-Mar alagada em Atlântida

A avenida Beira-Mar de Atlântida ficou completamente alagada em decorrência da ressaca no mar. As ondas gigantes impressionaram quem estava próximo da plataforma. O bar Bali-Hai também ficou inundado pelos águas e teve vidros quebrados pela força das águas.

Foto: Luciamem Winck

Ondas chegam ao calçadão em Capão da Canoa

As águas quebraram parte do muro do calçadão recém inaugurado de Capão Canoa na tarde desta sexta-feira. O forte vento levou a ondas muito altas no mar, o que despertou atenção de muitos moradores que foram conferir o fenômeno.

“Eu estava a duas quadras do mar e vi um paredão escuro se formando na beira mar. Fiquei apavorada. Nunca vi algo assim Parecia um tsunami”, afirmou a aposentada Helena Prieb, de 58 anos, que mora em Capão da Canoa há quatro anos.

Foto: Alina Souza