O governador Eduardo Leite atrelou a aprovação de projetos estruturantes, como o da previdência estadual, na Assembleia Legislativa, à redução de impostos. “Precisamos racionalizar a máquina pública e fazer as reformas. Se não, teremos que continuar demandando da população através de impostos a cobertura dos compromissos para os quais não foram feitos fundos, como os da previdência”, detalhou o governador. 

A manifestação foi feita durante evento no Palácio Piratini, sobre a desburocratização. “Quando os senhores reclamarem do preço da gasolina, com razão, do preço da energia elétrica ou do preço das comunicações ou de tantos outros itens, lembrem-se que metade do imposto que estão pagando ali, que ficará com o Estado, ao invés de voltar para vocês como serviço. Simplesmente é drenado para o sistema previdenciário deficitário”, afirmou. 

Na ocasião, ele disse ter convicação do apoio da Assembleia. “Até porque não adianta resolver o passado e continuarmos gerando novos passivos. Temos que eliminar o que dá razão ao crescimento desse déficit do Estado”, explicou. 

A colunista Taline Oppitz havia adiantado, na edição de terça-feira, que o governo trabalhava com a possibilidade de manutenção das tarifas elevadas do ICMS, durante encontro com secretários, para o lançamento da elaboração do Orçamento do próximo ano. O aumento das alíquotas de ICMS foi renovado por dois anos e termina em 2020. 

Informações do site Correio do Povo

Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini