thumb (3)Nesta quarta-feira a greve dos bancários, que paralisa instituições públicas e privadas no Brasil, chega ao seu 30º dia. No 29º dia, 13.104 agências e 44 centros administrativos deixaram de atender o público. O número, informa a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-Cut), representa 55% do total de agências do país.

A marca de 30 dias de greve remete ao mesmo tempo da campanha de 2004, primeiro ano da mesa unificada de negociações entre bancos públicos e privados, lembra a Contraf-Cut. Em 1951 houve a mais longa greve da história dos bancários: 69 dias de paralisação.

Como não há nenhuma negociação na agenda entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o comando nacional grevista, a paralisação continua. No Rio Grande do Sul 1.058 agências fecharam, das quais 309 estão localizadas na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo o comando nacional dos bancários, o motivo da duração da greve é o congelamento da proposta salarial dos bancos: 7% de reajuste ante inflação de 9,62% e abono de R$ 3,5 mil. A Fenaban ainda sugere acordo de reajuste para 2017 com reposição da inflação e mais 0,5 ponto percentual de aumento real.

Para o retorno ao trabalho a categoria exige da Fenaban índice de 14,78% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 8.317,90 e piso de R$ 3.940,24. Conforme o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, “este ano os banqueiros fizeram uma aliança de compromisso com o governo Temer. A conversa deles é que aumento de salário pressiona a inflação. Por isso apostam em cansar o nosso movimento com uma oferta de reajuste abaixo da inflação”.

Nesta quarta, a mobilização dos bancários em Porto Alegre começa às 7h30min com saída dos chamados “piquetes de móveis de convencimento” para participação na greve. Às 11h está previsto ato de greve na superintendência do Banco do Brasil no, Bairro Higienópolis.