upload-20160127131324etilometro_siteO DetranRS começou, nesta terça-feira (26), em caráter experimental, blitze da Balada Segura em horários alternativos. No primeiro dia de experiência, a operação começou às 21h, pensando nos motoristas que arriscam assumir o volante após o happy hour. A fiscalização na Avenida Goethe, em Porto Alegre, abordou 89 condutores e registrou 27 infrações de trânsito. Treze condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool.

Quando foi lançada, há quase cinco anos, a Balada Segura propunha-se a fiscalizar o trânsito nas noites e madrugadas, quando havia uma maior concentração de acidentes e, supunha-se, um aumento do número de condutores dirigindo sob efeito de álcool. “Desde lá, há uma cobrança da sociedade para fazer blitze em outros horários. Estamos em permanente avaliação de horários, locais, procedimentos. Com isso, temos conseguido aumentar o número de abordagens e a eficácia das operações em termos de segurança no trânsito”, explica Jeferson Sperb, chefe da Divisão de Fiscalização do Detran/RS.

Mais abordagens e menos acidentes

Com aumento das equipes de fiscalização, utilização do talonário eletrônico de multas, mudanças na logística das blitze e integração com outros órgãos, as equipes de fiscalização do Detran/RS aumentaram em 54% as abordagens na Balada Segura em 2015. Foram 23,8 mil abordagens em 407 blitze em Porto Alegre e Litoral. Em 2014, foram 15,4 mil em 305 blitze.

Os dados referem-se somente às equipes de fiscalização do DetranRS, que atuam em Porto Alegre e no Litoral no período de veraneio. A Balada Segura ocorre também em outros 27 municípios, com atuação dos órgãos de trânsito municipais, sempre com apoio da Brigada Militar. Em todo o Estado, os dados parciais da Balada Segura também apontam um crescimento de 49% nas abordagens, passando de 54,3 mil em 2014 para 81,2 mil em 2015.

A Balada Segura tem sido apontada como uma das políticas de Estado que contribuíram para a redução de acidentes em 2015. Foram 15% menos acidentes com mortes e 17% menos vítimas fatais em relação a 2014.

Texto: Mariana Goldmeier Tochetto/ Ascom DetranRS
Edição: Léa Aragón/Secom