thumb (1)A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira três pessoas que planejavam fraudar urnas eletrônicas, duas em Brasília (DF) e uma em Xangri-Lá, no Litoral Norte do Estado. A organização criminosa desbaratada na operação Clístenes foi denunciada por um prefeito de um município da região Metropolitana de Porto Alegre.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva – dois em Brasília e um em Xangri-lá -; tês mandados de condução coercitiva – em Xangri-lá, Canoas e Piripiri, no Piauí -; e cinco mandados de busca e apreensão – em Canoas, Xangri-lá, Goiânia e dois em Brasília.

Os criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobrariam R$ 5 milhões para, supostamente, fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 mil para, supostamente, fraudar a eleição para vereador. Após o cumprimento dos mandados, foi constatado que se tratava de estelionato, pois não foram encontrados indícios que eles poderiam obter êxito ao fraudar as urnas ou contatos com a empresa que atualiza o software.

Os presos responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, cujas penas somadas variam de quatro a 13 anos de reclusão. Eles serão encaminhados ao sistema prisional onde permanecerão à disposição da Justiça Eleitoral.

TRE garante segurança das urnas

Segundo a Secretária de Tecnologia da Informação do TRE, a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nesta oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição.