Foram divulgados nesta segunda-feira (6), os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor no Estado (PEIC-RS) referentes ao mês de agosto. Mesmo com a queda, os números mostram que a maioria das famílias gaúchas permanecem endividadas permanece acima dos 79%.

O percentual de famílias endividadas passou de 79,4% para 79,3% na comparação mensal. Nas famílias que recebem até dez salários mínimos de renda mensal, o percentual de endividadas foi de 82%, e nas famílias com mais de dez salários mínimos foi de 68,2%. Apesar do alto número de pessoas endividadas, a parcela da média da renda comprometida com dívidas foi de 20%, ficando estável na comparação mensal (19,9%) e reduzindo-se em relação ao mesmo período do ano anterior (25,6%). O tempo de comprometimento com dívidas (5,9 meses) apesar de maior do que no mês anterior, permanece baixo em termos históricos. Aos poucos, o crédito foi ganhando espaço como alternativa de consumo em um período em que a renda do trabalho diminuiu.

O percentual de famílias com contas em atraso, dentre o total de famílias, ficou em 22,4% em agosto. No mês passado, esse valor correspondia a 22,3% e em agosto do ano passado a 27,8%. A parcela da renda comprometida com dívidas ficou praticamente estável na média (20%) e houve redução no percentual de famílias que relataram sua condição como sendo “muito endividadas” (14,6%) na comparação com o mês anterior. A pesquisa apontou que, apesar do fraco desempenho do mercado de trabalho, as famílias não relatam piora nas condições de endividamento. Segundo o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, muitos são os fatores que contribuem para este resultado, mas como já destacado em edições anteriores, a redução do consumo e busca pelo equilíbrio orçamentário domiciliar tem contribuído para esse processo.

Outra dado que a pesquisa aponta é a taxa de famílias que não terão condições de quitar suas dívidas dentro dos próximos 30 dias: 4,5%, o menor valor desde agosto de 2018 (3,9%). “Estamos vivendo uma situação econômica ainda muito delicada. Entretanto, ainda não temos sinais de inadimplência sistêmica, o que é muito bom tanto para os consumidores quanto para os negócios”, finalizou Bohn.

Foto: Divulgação


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