img_6079_foto_1Moradores do Litoral Norte estão reclamando das ocorrências de assaltos. Para muitos, a diminuição do efetivo da Brigada Militar na região, após o fim da Operação Golfinho, agravou a situação. A chegada do período de outono e inverno, reduzindo ainda mais o movimento de pessoas, também traz o problema dos arrombamentos das casas fechadas.

Residente em Tramandaí há cerca de 30 anos, Paulo Araújo, de 42 anos, disse que os roubos infernizam a vida de quem vive e circula na área. Ele apontou uma maior incidência dos casos sobretudo entre Tramandaí e Nova Tramandaí.

Responsável pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva do Litoral Norte (CRPO Litoral Norte), o coronel Altemir Silva de Lima destacou a realização da Operação Avante para combater a criminalidade a partir de um mapeamento das ocorrências. A ação, desenvolvida pela BM em todo o RS, tem como objetivo principal o enfrentamento aos crimes de roubo de veículos e transporte coletivo, assaltos a pedestres e narcotráfico, entre outros. Estão previstas ainda abordagens policiais em pontos previamente determinados com barreiras móveis e atuação em áreas de vulnerabilidade social.

O comandante do CRPO Litoral Norte lembrou que o tráfico de drogas fomenta os furtos e roubos de pedestres e nos estabelecimentos comerciais na região litorânea, pois os usuários de entorpecentes buscam dinheiro para manter o vício.

Já no caso dos roubos de veículos, o destino é a clonagem ou desmanche, principalmente em Porto Alegre. O oficial recordou que o delito está sendo combatido agora com amparo da Lei do Desmanche.

O coronel Altemir Silva de Lima lembrou também da integração da BM com a Polícia Civil, sendo efetuadas ações conjuntas. Sobre a atuação de guardas municipais, o comandante do CRPO Litoral Norte constatou que as estruturas são pequenas em decorrência até mesmo do tamanho dos municípios da região.

 

 

Correio do Povo


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