maior_Mosquito_verde_siteO famoso “mosquito verde” que tem aparecido nas imediações da Lagoa do Marcelino foi identificado pela Secção de Reservatórios e Vetores do LACEN como espécime da família Chironomidae, que habita e se reproduz em ambiente como rios, riachos, lagos, alagados, poças de água e estações de tratamento de esgoto. Inclui gêneros como larvas semiterrestres e terrestres.

Podem causar alergia em humanos quando nuvens entram em contato com olhos, boca e nariz, podendo desencadear rinite alérgica, conjuntivite e urticária.

São conhecidos como pragas nas lavouras de arroz no Japão, mas também conhecidos como bioindicadores, pois se alimentam basicamente de detritos (matéria orgânica). Não são hematófagos (não se alimentam de sangue). Seu ciclo de vida varia de uma semana até dois anos.

Desde 2011, a Vigilância Ambiental realiza, nos meses de verão, aplicação de inseticida para as formas adultas de mosquitos na forma de nuvem (FOG), na borda da lagoa do Marcelino e ruas no entorno dos bairros Porto Lacustre e Caiu do Céu.

É importante lembrar à população que esta técnica só pode ser realizada em dias com vento até 20 km/h e sem chuva. Fato que dificulta a aplicação periódica, visto que é bastante raro não estar ventando. Assim é necessário aguardar boas condições climáticas para realizar a aplicação do inseticida.

A Vigilância salienta também que se trata de veneno e sua manipulação e exposição oferece certo grau de risco de intoxicação para a população e para os aplicadores.

Conforme os entomologistas, não há predadores suficientes para esta nuvem explosiva do mosquito Chironomidae, por tanto, a população continuará convivendo com essa espécime.

A orientação da Vigilância Ambiental aos moradores é que instalem telas nas aberturas das residências e mantenham a grama aparada.