O governador Eduardo Leite anunciou, no último sábado (13), as mudanças nas medidas de Distanciamento Controlado em todo o Rio Grande do Sul. O objetivo é reduzir os riscos de esgotamento do sistema de Saúde, garantir maior segurança à população e fazer com que o combate ao Coronavírus seja mais rigoroso, evitando o aumento da proliferação da doença no Estado. As alterações haviam sido divulgadas na quinta-feira (11) e já foram utilizadas para a definição das cores da bandeira de cada região a partir desta semana.

O modelo de Distanciamento Controlado funciona da seguinte maneira: o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos (propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde), determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região. Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo). O monitoramento dos indicadores de risco é semanal, e a divulgação das bandeiras ocorre aos sábados, com validade a partir da semana seguinte.

O que muda? São, basicamente, três alterações na avaliação dos indicadores que determinam as cores de bandeiras das 20 macrorregiões do estado. Veja a seguir:

Ponto de corte de sete indicadores: Sete dos 11 indicadores serão mais rigorosos, como velocidade do avanço do coronavírus na região, incidência de novos casos e capacidade de atendimento hospitalar;

Indicadores de óbitos, casos ativos x recuperados, leitos de UTI livres no estado e leitos de UTI livres na região: O cálculo deixa de utilizar o número de óbitos ocorridos na semana de referência e passa a utilizar projeções para os próximos 14 dias, com base na variação de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI e no número de óbitos acumulados na semana de referência.

O indicador de Estágio da Evolução passa a considerar todos os casos ativos na semana de referência em relação aos recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana. Ao considerar um período maior de tempo, amenizam-se os efeitos da defasagem entre a data do início dos sintomas e a inclusão dos casos confirmados. A capacidade de atendimento passa a ser avaliada com base na razão entre a quantidade de leitos de UTI livres e o número de leitos de UTI ocupados por pacientes confirmados para Covid-19. A proposta vale para os indicadores que avaliam a capacidade do Estado e das macrorregiões, que antes levava em consideração o número de leitos de UTI livres para Covid-19 para cada 100 mil idosos.

De acordo com o último Boletim divulgado pelo governo estadual, quatro regiões do Estado atingiram a bandeira vermelha. São elas: Santa Maria (01 e 02), Uruguaiana (03), Santo Ângelo (11) e Caxias do Sul (23, 24, 25 e 26). Com isso, os municípios dessas regiões vão precisar aumentar a restrição das medidas de combate ao novo coronavírus. Ainda segundo o Boletim, 11 regiões estão em bandeira amarela, incluindo a de Capão da Canoa (04 e 05), que abrange as 23 cidades do Litoral Norte. Outras cinco regiões estão com bandeira amarela. Felizmente, nenhuma região apresentou bandeira preta, desde o início da implantação do Distanciamento Controlado, no dia 10 de maio.

Mesmo permanecendo na bandeira laranja, o Litoral Norte é uma das regiões que está em situação de alerta por apresentar piora nos indicadores de propagação, na última semana. A região atingiu bandeira preta em dois indicadores: no número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 e no número de pacientes confirmados com a doença em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo o levantamento realizado pela 18a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), a ocupação dos leitos de UTI para o tratamento de doenças de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Litoral Norte subiu de cinco para 12. Desses, oito pacientes estão com Covid-19 e outros quatro estão com a suspeita da doença. Ao todo, a região tem 34 dos 46 leitos de UTI ocupados, o que equivale a 73,9% do seu total. A seguir veja os principais dados da sexta semana de Distanciamento Controlado em todo o Estado.

PRINCIPAIS DADOS DA SEXTA RODADA

• O número de novos registros de hospitalizações SRAG de confirmados com Covid-19 aumentou 32,8% entre as duas últimas semanas (de 241 para 320);

• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 30,4% entre as duas últimas sextas-feiras (de 280 para 365);

• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 13,8% entre as duas últimas sextas-feiras (de 224 para 255);

• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 35,7% entre as duas últimas sextas-feiras (de 171 para 232);

• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 aumentou 8,3% entre as duas últimas sextas-feiras (de 542 para 587);

• O número de óbitos por Covid-19 reduziu 10,7% entre as duas últimas semanas (de 56 para 50);

As medidas a serem adotadas no Litoral Norte seguem as mesmas da última semana. Porém, é válido ressaltar que cada serviço deve respeitar as regras de prevenção do novo coronavírus de acordo com o governo do Estado e com a prefeitura de cada município. Para acessar a situação de Osório e ver as regras determinadas para cada serviço acesse: www.distanciamentocontrolado.rs.gov.br.As medidas valem desta segunda-feira (15) até o próximo domingo (21). Os boletins atualizados com os dados do Distanciamento Controlado saem todos os sábados e são divulgados pelo governo Estadual na suas redes sociais.