O lote de 53,4 mil doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, começou a ser enviado aos municípios gaúchos nesta segunda-feira (1). Além dessa, também vão ser entregues outras 170,8 mil doses de CoronaVac recebidas na primeira remessa, reservadas para a segunda dose. Segundo a secretária Estadual de Saúde, Arita Bergmann, boa parte das doses vão ser destinadas à continuidade da vacinação de trabalhadores da saúde que atuam diretamente na linha de frente de combate à Covid-19. Quanto as doses restantes, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) optou por utilizar com profissionais ainda não imunizados. Isso significa que todas as 53,4 mil doses da Coronavac serão utilizadas para a aplicação da primeira dose.

A Secretaria da Saúde se baseou em dados da base apresentada pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, que toma por base as campanhas de influenza cuja vacinação inclui pessoas de 18 a 59 anos. A vacinação contra a Covid-19, porém, inclui trabalhadores da saúde de idade superior a 59 anos, o que fez com que o cálculo inicialmente utilizado para a distribuição de vacinas precisasse de ajustes. O CNES informou uma estimativa de 361 mil trabalhadores da saúde e, com as correções, o valor de referência passa a ser 407 mil. Além disso, algumas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) não estavam cadastradas no CNES, o que fez com que o número real de idosos institucionalizados fosse subestimado.

O objetivo é que, com esse quantitativo, todos os municípios atinjam 100% de vacinação dos grupos prioritários de indígenas aldeados, população de 60 anos ou mais institucionalizada e pessoas portadoras de deficiência institucionalizadas. As demais doses serão destinadas para garantir a continuidade da imunização da primeira dose dos profissionais de saúde de linha de frente que ainda não foram vacinados. Dessa forma, cidades que ainda não receberam o total correspondente a esses de profissionais receberão um volume de doses que vai assegurar que nenhum município tenha recebido menos do que 66% das doses previstas para essa população, também prioritária nesta fase da campanha.

Até o final de ontem (segunda-feira), o RS já havia recebido 511,2 mil vacinas para aplicação da 1a e 2a dose. Dessas, 286.320 já foram distribuídas em todo o Estado, sendo 167.652 doses aplicadas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 129.430 profissionais de saúde já foram vacinados no Rio Grande do Sul. Além deles, também receberam a primeira dose da vacina: 30.066 idosos e profissionais de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), 5.946 indígenas residentes em aldeias e 1.118 pessoas (maiores de 18 anos) com deficiência, moradores de residências inclusivas.

A 18a CRS recebeu 7.480 doses da vacina, sendo essas distribuídas para os 23 municípios do Litoral Norte gaúcho.  Desse total, 5.506 foram aplicadas, o que equivale a aproximadamente 74% das doses recebidas. Desse total, foram vacinados até agora 4.637 profissionais de saúde, 761 idosos e profissionais de ILPIs, 74 indígenas e 41 pessoas com deficiência. Osório é a cidade que mais recebeu doses na região (1.195). Dessas, 856 (72%) já foram aplicadas. Até o momento foram vacinados 710 profissionais de saúde, 96 idosos e profissionais de ILPIs, 27 indígenas e 23 pessoas com deficiência.

DENÚNCIA FURA-FILA

Para coibir que pessoas fora dos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a Covid-19 sejam vacinadas indevidamente, a SES e o Ministério Público do Estado (MP-RS) lançaram um formulário para denúncias de possíveis “fura-filas” da vacina. O formulário pode ser acessado neste link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf9i-MxB1XRpsG4BEepVwW1X3gHZRc8rOnD9evWatIEA34t4w/viewform. Para denunciar, basta preencher nome, contato, o fato ocorrido e em qual município e qual serviço ocorreu. O nome do denunciante é resguardado. Depois da denúncia, o MP-RS abre um processo de apuração da possível irregularidade.

Quem tomar a vacina e não estiver em algum dos grupos de risco com prioridade para a imunização e também quem autorizou a aplicação irregular poderão responder por crime, improbidade administrativa ou dano moral coletivo, tanto nas esferas cívil ou criminal. Vale ressaltar que nessa primeira fase da vacinação só podem receber a vacina: profissionais de saúde (na área de combate a Covid), idosos e profissionais de Instituições de Longa Permanência para Idosos, indígenas residentes em aldeias e pessoas (maiores de 18 anos) com deficiência, moradores de residências inclusivas.

Foto: Gustavo Mansur