ci3Uma operação conjunta liderada pela Receita Estadual e Vigilância Sanitária foi deflagrada nesta terça-feira para combater um esquema de extração, comercialização, transporte e industrialização de palmito do tipo Jussara, feitos de forma clandestina dentro de unidades de conservação ambiental localizadas em diversas cidades do Litoral.Os mandados de busca e apreensão devem ser cumpridos em Canoas, Caraá, Caxias do Sul, Dois Irmãos, Gravataí, Maquiné, Porto Alegre, Terra de Areia, Três Forquilhas e São Leopoldo.

A ofensiva, chamada de Jussara, apurou que os palmitos são cortados dentro da mata nativa, cozidos na hora em acampamentos improvisados, clandestinos e com péssimas condições de higiene. Em seguida, são envasados e transportados para fábricas, sem qualquer documentação fiscal. A partir daí, o produto é vendido no comércio atacadista da grande Porto Alegre, Vale do Sinos e Serra gaúcha. Na sequência, o palmito é revendido para bares, restaurantes e pizzarias.

c11-576x1024Além do grave impacto ambiental proveniente do corte ilegal do palmito na Mata Atlântica, o palmito preparado sem condições básicas de higiene pode causar, quando consumido, a doença conhecida como botulismo, gerando grandes riscos à saúde humana. A Receita Estadual busca identificar irregularidades tributárias cometidas pelas pessoas e empresas envolvidas na fraude. Ministério Público (MP), Brigada Militar (BM) e Polícia Civil participam da ação.