A campanha eleitoral realizada durante os meses de setembro outubro e novembro reascenderam as contaminações da pandemia. Os abutres dos recursos públicos se fartaram com 2 bilhões de reais e outros tantos das verbas federais para o combate a pandemia, isto sem falar na corrupção que ainda campeia país afora. Neste bando há uma organização, uma estrutura formada em hierarquia em busca do poder pelo poder.

O Brasil está sob o comando dos abutres, enquanto o presidente fica com o estilingue na mão pronto para atirar, mas tem Guedes que lhe tira as pedras das mãos para evitar que o bando todo de abutres faça uma revoada mortífera. O baixo escalão de abutres tentou se firmar mais próximo do alto escalão, mas não contavam com concorrência em menor escala, mas esperto e amigo do grupo dominante. Moro não passou de um chupim se achando abutre emergente.  Logo teve os olhos furados pelo abutre empresário, de penas italianas ajustadas e cara esticada no botox. Este abutre esperto reuniu outros tantos menos astutos em que cada um coordenava outros estados que aliado ao baixo clero de Brasília buscou no Supremo Abutrício a força para legitimar suas intenções. Abrahan Weitraub no reduto do Planalto ameaçou arrancar as penas dos velhos abutres e engaiolar os aprendizes que tentavam alçar voo. Esta intenção fez o chupim cantar e buscar ocupar ninho de tucano, mas aos poucos está assumindo a sua espécie de chupim.

Os abutres estiveram ouriçados, abriram suas asas, arrepiaram suas penas e partiram para o ataque. Passaram a caçar papagaios com lindas penas verdes e amarelas, também alguns sabiás e até colibris. Até tentaram colocar suas asas sobre o ninho de abutres de baixo clero, demonstrando-se todo poderosos, mas apenas foi balão de ensaio e estes logo em 2021 voltam ao ninho de onde nunca deveriam ter saído. Aliás estes do baixo clero dos abutres podem para em gaiolas, pois os milhares de pássaros verde-amarelos estão a bicar e não faltam estilingues e pedras para espantá-los de vez.

Os abutres intocáveis seguem fazendo seu terror, até mesmo exigindo vacina exclusivamente para atender o comando enquanto o restante dos emplumados aguarda o homem do estilingue tirar do bolso a ração para dar a todos depois que autorizada pelo órgão certificador. Estes mesmos abutres libertam gaviões do tráfico, coíbem os homens de ação a promover a derrocada do tráfico nos morros cariocas e comércio de armas ilegais. Tudo em nome de salvar vidas.

O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa, excelente para o banditismo e ação de abutres de todos escalões. É o segundo estado de maior PIB do Brasil, mas também é o maior em perniciosidade, em corrupção, em mazela da população, tudo emoldurado pela beleza turística e pelo Carnaval. Lá nem coruja se dá bem, todas as tocas foram ocupadas pela criminalidade independente de raça, credo, cor ou padrão social. Seria como a expressão ouvida por anos dita por Silvio Santos, “quem quer dinheiroooo” e logo sai um contrato e é acertada a propina.

Os maiores abutres não se curvam, conhecem a criminalidade e a corrupção do país, mas não agem como ativistas para isto, por que há suspeitas de que parte destes tem “interésses”, como diria Brizola.