A pandemia tem provocado revelações cada vez mais escabrosas em nossa cidade. A pacata Osório que parecia existir na verdade era uma bomba relógio que precisaria de alguém para acertar a hora exata de acioná-la.  Eis que os fatos obscuros da administração municipal começaram a florar em decorrência de que algumas empresas estavam sendo preteridas em detrimento de outras. Pelos fatos até agora apresentados um queria viver no luxo com os recursos da saúde desviados em superfaturamentos e compras particulares em nome da Secretaria da Saúde. Por outro lado, surge a polêmica da coleta de lixo na cidade que vinha sendo prestado com boa qualidade por uma empresa da região, mas muito ligada a Osório e que a Secretaria do Meio Ambiente, segundo a empresa que veio a ser desligada vinha a favorecer outra oriunda da capital.

A polêmica do lixo, ou melhor da coleta de lixo ganhou destaque em reportagem numa emissora de rádio tecendo forte crítica ao atual secretário do Meio Ambiente pelo desconhecimento do assunto meio ambiente e da prestação do serviço de coleta de lixo. Pior ainda foi a acusação de ser este um chupim no serviço público. Nesta entrevista foram suscitadas dúvidas sobre a lisura do procedimento licitatório na busca de favorecimento de empresas concorrentes. É do Ministério Público e do Tribunal de Contas averiguarem tais afirmações e assim elucidar as dúvidas apresentadas, diante de que a contratação de empresas de coleta de lixo, sempre tiveram denúncias em outros tempos, pelo estado afora, em superfaturamentos e também financiamento de campanhas políticas.

A polêmica tanto no luxo que um secretário estava aos poucos foi se auferindo, como no lixo sobre o favorecimento de empresa de coleta, o que pode levar a conduta pouco recomendável no serviço público, ensejando corrupção, em nenhum momento se teve a participação ou o interesse dos nobres vereadores Os fiscais do povo da gestão pública. Por conta da pandemia os nove vereadores passaram a realizar as sessões de forma virtual, pois o distanciamento no plenário de cerca de no mínimo 10 metros entre cada um em uma vez por semana era de extremo perigo para a saúde dos mesmos. Assim o trabalho de fiscalizar não ocorreu e seguiu como antes da pandemia, não ocorrendo. Poderia a nobre casa legislativa ter profissionais em levantar dados pelos portais de transparência ou até mesmo solicitar explicações sobre os processos licitatórios que não mais se divulgam de forma ampla. Mas mesmo assim conseguiram aprovar os vencimentos do prefeito, vice e secretários para o próximo ano e certamente dos nobres edis.

Osório parece estar se tornando numa sucupira onde a perpetuação de um partido no poder está começando a mostrar o malefício que isto representa para toda a comunidade. Com um orçamento de R$ 220 milhões a cidade deveria ter muito mais em emprego, segurança, saúde e infraestrutura. Mas parece que a cidade não quer avançar e enquanto isto se vê municípios vizinhos e que surgiram de Osório alavancarem suas comunidades, como Capão da Canoa, Capivari do Sul, Balneário Pinhal e outros menores, mas que evoluíram ao se tornarem independentes de Osório.

A cidade já está deixando de ser o polo regional com ao aproveitamento de sua posição geográfica estratégica e pela pujança de seu comércio. Se novas cabeças pensantes não buscarem o desenvolvimento turístico do município a cidade será o centro de farmácias do litoral e onde há o melhor hospital da região. Será que o osoriense quer realmente que seja assim a nossa cidade vivendo polêmicas no luxo e também no lixo em vez de crescimento econômico e qualidade de vida?