Uma mulher de 22 anos de idade foi encontrada morta na tarde de terça-feira (10), na Avenida Salgado Filho, no bairro Albatroz. Conforme a Polícia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela mãe da vítima, mas quando chegou ao local, a jovem já estava morta. A mulher, que não teve a identidade divulgada, possuía deficiência física e mental. Segundo informações, ela sofria de hidrocefalia e tinha muitas dificuldades de fala e locomoção.

A causa da morte não foi identificada, já que o corpo da vítima estava em estado de decomposição. A suspeita é de que a jovem tenha ficado ao menos cinco dias sem qualquer tipo de assistência. O corpo foi levado para a realização da necropsia e a Polícia Civil abriu um inquérito para iniciar as investigações sobre o caso.

De acordo com o delegado João Henrique Gomes, a mãe da vítima (que é usuária de drogas) prestou depoimento como testemunha, na Delegacia de Polícia (DP) da cidade. A Polícia agora aguarda o resultado da perícia, para conseguir concluir o inquérito nos próximos 30 dias. “Apenas os exames realizados pelo Departamento Médico Legal vão poder apontar se a morte foi natural ou teve outra causa. Nós vamos avaliar uma possível responsabilidade, mais ainda é prematuro definir isso”, declarou o delegado Gomes.

HIDROCEFALIA – A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio que leva ao inchaço e ao aumento de pressão cerebral, o que pode acontecer devido a infecções do cérebro como meningite ou ser consequência de tumores ou alterações ainda durante o desenvolvimento fetal. Ela nem sempre tem cura, no entanto, pode ser tratada e controlada através de cirurgia para drenar o líquido e aliviar a pressão no cérebro. Quando não tratada, as sequelas de hidrocefalia podem incluir atraso no desenvolvimento físico e mental, paralisia ou até mesmo morte.

Foto: PC


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