A Polícia Civil (PC) realizou no último final de semana uma série de ações para combater a violência doméstica e familiar no Litoral Norte. A campanha faz parte das ações da Polícia Civil dentro do calendário de atividades do Programa RS Verão Total, do Governo do Estado, com o intuito de informar a população sobre os meios para que toda e qualquer pessoa possa fazer uma denúncia de violência doméstica, bem como alertar as vítimas sobre os serviços prestados, especialmente no contexto da pandemia.

Na sexta-feira (5), as policiais estiveram na beira-mar de Tramandaí. Durante a ação foi distribuído material informativo, além dos policiais civis demonstrarem como funciona o PC Alerta, os meios de acesso à Delegacia Online, Whatsapp da Polícia Civil e informações sobre o PC Cast. A Delegacia Móvel da Polícia Civil esteve presente no local, o que possibilitou o registro de ocorrências no local das ações.

Conforme a Delegada Jeiselaure de Souza, “é preciso que haja um engajamento de todos para promover uma mudança da cultura de violência doméstica e familiar, cujo enfrentamento deve ser focado na prevenção e repressão qualificada dos crimes, além de informar sobre a rede, os tipos de violência e as opções de acolhimento e meios de denúncia, demonstrando o caminho para que muitas mulheres saibam se reconhecer dentro do ciclo de violência doméstica e tenham coragem de romper o silêncio”, declarou.

Já no sábado (6), a ação ocorreu em condomínios de Capão da Canoa e Xangri-lá. Conforme dispõe a lei, publicada em 04/11/2020, os casos envolvendo violência doméstica nas unidades condominiais ou áreas comuns devem ser comunicadas pelos síndicos à Polícia Civil, sem prejuízo da comunicação à Brigada Militar, nos casos urgentes. A comunicação pode ser encaminhada para a Polícia Civil, por meio da Delegacia Online, Whatsapp da Polícia Civil ou pessoalmente, sempre que o síndico ou administrador do condomínio tomar ciência da agressão, contendo informações que possam contribuir para a identificação da possível vítima e do possível agressor, sendo preservada a identidade do denunciante.

“A lei engaja a sociedade no enfrentamento da violência doméstica, desmistificando a cultura de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher. Precisamos diminuir os índices de subnotificação da violência de gênero, e o debate e a informação sobre o assunto fazem parte de desse processo para gerar essa mudança cultural”, afirmou a delegada Souza .

Foto: PC


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