A Sondagem Industrial divulgada na segunda-feira (28/06) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) mostra que a produção e o emprego no RS voltaram a crescer no mês de maio, em comparação com abril. A produção subiu de 48,1 para 52,6 pontos. Já o emprego passou de 52,1 para 52,6 pontos.

Essa foi a 11ª alta consecutiva do emprego nesse mesmo mês, sendo que os índices variam de 0 a 100 pontos, e valores acima de 50 representam avanços em relação a abril. “O resultado reflete o acerto na flexibilização gradual dos setores econômicos com o avanço da vacinação e as medidas de controle da pandemia”, afirmou o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

Em maio, o volume de produção subiu em 27,5% das empresas consultadas e caiu em 17,4%. Já o número de empregados contratados mostrou elevação em 20,6% dos casos no mesmo mês, enquanto recuaram apenas em 9,2%. O nível de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também aumentou no período: de 73% para 74%, ficando bem acima da média histórica de 68,9% do mês de maio. Os empresários gaúchos, contudo, consideraram esse nível normal para o mês, pois o índice de UCI em relação à usual ficou em 49,7 pontos, muito próximo dos 50.

Outro resultado positivo do mês passado foi o ajuste de estoques de produtos finais, com indicador em relação ao planejado permanecendo em 50,2 pontos, praticamente sob a marca de 50, cuja leitura é a de estoques no nível planejado pelas empresas.

EXPECTATIVAS – De acordo com a Sondagem Industrial, todos os índices de expectativas para os próximos seis meses permaneceram acima dos 50 pontos e, com exceção das exportações, subiram em relação a maio. “Isso evidencia um otimismo mais forte e disseminado entre as empresas”, ressaltou o presidente da FIERGS.

Nesse sentido, os empresários gaúchos esperam crescimento da demanda (58,3 pontos), do emprego (53,7), das compras de matérias-primas (55,3) e das exportações (55,5 pontos). Com resultados mais positivos, a indústria gaúcha se mostra  disposta a investimentos nos próximos seis meses. O índice de intenção de investir atingiu 59,3 pontos em junho, 3,5 acima de maio e 9,4 pontos maior do que sua média histórica. Na pesquisa realizada pela FIERGS, 65,1% se mostram dispostas a investir, uma alta considerável em relação a maio, quando chegou a 62,8%.

A pesquisa consultou entre os dias 1º e 14 de junho, 218 empresas, sendo 41 pequenas, 68 médias e 109 grandes.

Foto: GES