thumbA produção industrial brasileira recuou 1,3% em setembro deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a quarta queda consecutiva do indicador nesse tipo de comparação.

Na comparação com setembro do ano passado, a queda é 10,5%, a maior redução desde abril de 2009 (-14,1%) e a 19ª consecutiva neste tipo de comparação. A produção acumula perdas de 7,4% no ano e de 6,5% no acumulado de 12 meses.

A queda de 1,3% em setembro, em comparação a agosto, foi provocada por recuos de 5,3% na produção de bens de consumo duráveis e de 1,3% nos bens intermediários (insumos industriais usados no setor produtivo).

Os bens de capital (máquinas e equipamentos usados no setor produtivo) tiveram alta de 1% e os bens de consumo semiduráveis e nãoduráveis tiveram aumento de 0,5% na produção.

A queda de 6,7% na produção de veículos automotores de agosto para setembro foi o fator que mais influenciou o recuo de 1,3% na indústria brasileira no período. O segmento já havia registrado queda de 9,8% em agosto. Na comparação com setembro de 2014, a queda na produção industrial chega a 10,9%.

Quinze dos 24 setores pesquisados pelo IBGE tiveram queda em setembro, na comparação com o mês anterior. As outras três principais influências para o resultado negativo da indústria vieram das máquinas e equipamentos (-4,5%), metalurgia (-3,1%) e vestuário e acessórios (-4,2%).

Também apresentaram quedas importantes os setores de produtos alimentícios (-0,5%), celulose e papel (-1,9%) e borracha e plástico (-1,6%).

Por outro lado, oito setores registraram alta na produção, com destaque para os produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (3,5%), indústrias extrativas (1%) e informática, produtos eletrônicos e ópticos (4%).