A secretária do Gabinete de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori, reuniu-se, na tarde desta quinta-feira (7), no Palácio Piratini, com o diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Newton Luiz Terra. Durante a reunião, ele apresentou o Projeto Cidade Amiga do Idoso, que pretende identificar o que existe e o que pode ser melhorado nas estruturas e serviços de atendimento às pessoas idosas nos 497 municípios gaúchos.

Para Newton Luiz Terra, a finalidade da iniciativa é mobilizar os gestores de políticas públicas, fazendo com que os municípios se tornem mais amigáveis aos idosos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 17,3% da população do Rio Grande do Sul têm mais de 60 anos de idade, ou seja, cerca de 2 milhões de gaúchos são idosos. O envelhecimento populacional tem impacto nas estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais.

Para avaliar como os formuladores de políticas públicas percebem o envelhecimento da população e como é possível auxiliar na busca de um envelhecimento saudável, participativo, seguro e produtivo, o Projeto Cidade Amiga do Idoso propõe estudar aspectos positivos e dificuldades enfrentadas pelas pessoas idosas do Rio Grande do Sul.

O projeto foi apresentado em 2005, durante o XVIII Congresso Internacional de Gerontologia, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Como resultado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus parceiros, em 33 cidades de 22 países, estudaram as preocupações e as sugestões de cerca de 1,5 mil idosos e de aproximadamente 750 cuidadores ou prestadores de serviços.

Esse levantamento originou o Guia Global das Cidades Amigas do Idoso. Em setembro de 2015, a OMS publicou a nova versão do relatório mundial, com recomendações acerca da formulação de práticas de saúde e de prestação de serviços às pessoas idosas.

Texto: Sílvia Lago/Políticas Sociais
Edição: Cristina Lac/Secom 


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