A falta de cuidados com os animais nas praias da região, principalmente com os cavalos, tem causado preocupação aos moradores locais. Visando mudar essa realidade, a população se reuniu e realizou um abaixo-assinado para mobilizar o poder público sobre o cumprimento da lei, a qual proíbe e prevê punição para que deixem os animais soltos pela cidade.

Integrante do movimento, o arquiteto Gilberto Santos (58) falou sobre o projeto: “Estamos com um problema gravíssimo de falta de cuidado com animais na praia. Cachorros soltos nas dunas, perdidos por aí. Como se não bastassem só cachorros, de um ano e meio para cá, começou a ter cavalos soltos também”, conta o morador. Beto, como é conhecido, relatou que há dezenas de animais andando pelas ruas da cidade e que muitos, reviram as lixeiras de lixo buscando sobras de alimentos para poderem se alimentar.

Além desse, Beto desenvolve outros projetos ambientais, os quais alinham arquitetura como ferramenta de preservação e recuperação do meio ambiente. “Desenvolvo um trabalho holístico na arquitetura, em lugares que estão ‘detonados’ ou poluídos. Com iniciativa dos moradores traço metas e transformo os espaços”, declarou o arquiteto.

Diversas entidades já se juntaram ao projeto, como é o caso do: Instituto Toda Vida, Voluntários Greenpeace Porto Alegre e Litoral Norte, Instituto EcoSurf, Ong 350 Brasil, Multirão Rosa dos Ventos, Associação do Meio Ambiente (Ama), Litoral Norte contra o Porto, Casa de Cultura do Litoral, Bio Surf, entre outras.

MORTE DE CAVALO

No início dessa semana um cavalo foi morto brutalmente no Litoral. O animal foi encontrado no bairro Praia do Barco, em Capão da Canoa. Segundo informações da Polícia Civil, criminosos teriam arrastado o animal por aproximadamente 200 metros até o local e após, desferido golpes contra o cavalo. Ao menos quatro pessoas estariam envolvidas no crime. A polícia segue investigando o caso. Até o momento ninguém foi preso. Vale lembrar que, no ano passado, o Senado reforçou a lei de proteção aos animais e endureceu as penas para o crime de crueldade contra animais. A detenção pode ser de dois a cinco anos.

Foto: Gilberto Santos