Projetos do IFRS são premiado na Feira Brasileira de Jovens Cientistas

Estudantes Victória, Laura, Camily e Amanda, juntas com a orientadora Flávia Twardowski (em baixo).

Entre os dias 23 e 26 de junho foi realizada a Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC). O evento, totalmente online, teve como objetivo democratizar o acesso às oportunidades científicas, possibilitando o desenvolvimento de uma rede de jovens cientistas brasileiros. Ele contou com palestras, workshops, atividades culturais e uma maratona de inovação – com desafios voltados à inovação, criatividade, resolução de problemas e design thinking.

No final, foram conhecidos os trabalhos premiados, sendo três deles do Instituto Federal do RS (IFRS), Campus Osório. As pesquisas, todas orientadas pela professora Flávia Twardowski, conquistaram dois primeiros lugares, dois prêmios especiais e um terceiro lugar.

TRABALHOS PREMIADOS

O projeto “Eco-socius: o comportamento dos jovens brasileiros na economia circular”, desenvolvido pela estudante Victórya Leal Altmayer Silva, ficou com o primeiro lugar na categoria Ciências Sociais Aplicadas & Linguística, Letras e Artes. Ele também conquistou o Prêmio Jovem Inovadora, com credencial para participação no ano que vem na Conferência Internacional de Jovens Cientistas (ICYS), na Sérvia.

O trabalho empregou equações matemáticas e análise multivariada (observação de diferentes características) para sua análise, que demonstrou que ações educativas podem estimular os jovens a adotar práticas de consumo com responsabilidade social e ambiental.

Estudante Victórya Leal Altmayer Silva.

O “Sustainpads: absorventes femininos ecológicos e acessíveis”, das alunas Laura Nedel Drebes e Camily Pereira dos Santos, garantiu o primeiro lugar em Ciências Exatas e da Terra e o Prêmio em Excelência e Pesquisa, com premiação de mil reais em dinheiro. A pesquisa desenvolveu um absorvente a partir das fibras da palmeira juçara e do pseudocaule da bananeira e envolvidos com um biofilme produzido com resíduos da indústria nutracêutica, que são colocados dentro de suportes feitos com sobras de tecido.

O baixo custo dos absorventes, que é de R$ 0,02 em média, contribui para reduzir o problema da falta de acesso a produtos adequados para o cuidado da higiene menstrual ao mesmo tempo que reduz a poluição ambiental.

Laura Drebes (esquerda) e Camily Santos ao lado da professora Flávia (centro).

Já a pesquisa “Desenvolvimento de celulose bacteriana produzida a partir dos resíduos do processamento de uva”, da estudante Amanda Ribeiro Machado, levou o terceiro lugar em Ciências Biológicas. Durante o trabalho, foi criado um plástico biodegradável a partir de resíduos da produção do suco de uva e do processamento de vinho.

Essa celulose bacteriana, que é um material biodegradável alternativo aos polímeros artificiais (empregados para a produção dos mais diversos objetos e materiais) também apresentou potencial para a geração de energia e água, por meio de reações químicas, num equipamento chamado células combustíveis, que já foi utilizado por naves espaciais da Nasa.

Estudante Amanda Ribeiro Machado.

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