Por pelo menos mais um ano, o Rio Grande do Sul permanecerá com as chamadas placas de velocímetro instaladas nas rodovias estaduais. Os equipamentos lembram pardais e são usados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) como “instrumentos educativos, que tem a finalidade de informar o condutor e não geram autuações”. O contrato anterior chegou ao fim e o novo foi prorrogado por mais doze meses. O termo de cooperação técnica foi assinado com a empresa Kopp Tecnologia e não tem custo ao Daer.

As placas vão permanecer nos mesmos lugares onde já estavam instaladas. Estes equipamentos são instalados de forma mais rápida que os pardais e lombadas eletrônicas – que necessitam de estudos de implantação -, além de serem usados em locais onde estão sendo realizadas obras em rodovias.

Outros sete aparatos instalados nas rodovias, e que também não medem velocidade, são dispositivos de fiscalização eletrônica. Eles registram fotos de cada veículo que passa pelo trecho monitorado e, a partir da placa, acessam os bancos de dados da polícia, do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) e da Receita do Estado, para verificar os casos que constam como roubo, furto ou documentação vencida. Cinco deles estão dispostos no Litoral Norte. Outros dois no Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo. 

Já os pardais devem voltar a funcionar nas rodovias estaduais no segundo semestre de 2020. Depois de uma extensa discussão na Justiça, as duas licitações para contratação da empresa que irá reinstalar pardais nas rodovias estaduais do Rio Grande do Sul, estão concluídas. Agora, o processo para colocação dos controladores de velocidade depende da assinatura dos contratos, que estão sendo elaborados. Os equipamentos vão completar nove meses desligados desde que o contrato anterior chegou ao fim. Os pardais monitoravam o mesmo número de faixas de tráfego em 13 rodovias. Os contratos foram assinados em 2014, mas chegaram ao fim em 20 de julho de 2019. Em relação as lombadas eletrônicas a maior parte segue funcionando.

Foto: DAER