No mesmo dia em que um homem, 42, morreu vítima de sarampo, em São Paulo, o Ministério da Saúde anunciou o envio de 1,6 milhão de doses extras de vacinas para todos os estados e ao Distrito Federal. A medida faz parte de uma ação preventiva que garante a vacinação contra o sarampo, principalmente, de crianças de seis a 11 meses e 29 dias de idade. Sem registrar nenhuma suspeita da doença até o momento, o Rio Grande do Sul deve receber nos próximos dias 74,385 doses da vacina tríplex víral. A aplicação deve ocorrer em todas as unidades públicas de saúde. A quantidade de doses enviadas abrange o número populacional — de cada Estado — de crianças de 6 a 11 meses somados a uma quantia de 10% sobre a quantidade, que são doses extras.

De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, divulgado nesta quarta-feira, o Brasil registrou, nos últimos 90 dias, entre 02 de junho a 24 de agosto de 2019, 2.331 casos confirmados de sarampo, em 13 estados: São Paulo (2.299), Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4), Distrito Federal (3), Bahia (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1), Goiás (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 5% por 100 mil habitantes. 

O Ministério Público esclareceu que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

Correio do Povo / Foto: Wilson Dias