A manutenção da proibição de funcionamento dos pequenos negócios de forma
generalizada, sem uma perspectiva concreta de retomada das atividades, coloca em risco
iminente a saúde e a integridade da base empresarial que ajuda a sustentar a economia
nacional e gaúcha.
Este é o posicionamento do Sebrae RS, que publicou um manifesto na última sexta-
feira (27) fazendo esse alerta para toda a sociedade. Conforme o documento, o País tem
16 milhões de micro e pequenas empresas (MPEs), das quais 2,4 milhões localizadas no
Rio Grande do Sul, representando 98% dos estabelecimentos e contribuindo com 55%
dos empregos formais atuais do Estado.
A organização pondera que o fechamento compulsório de milhares de micro e
pequenas empresas impede a operação das empresas, que ficam, portanto, sem
faturamento e sem condições de honrar seus compromissos, inclusive a folha de
pagamento de seus empregados, bem como os tributos devidos.
Diante desta situação, o Sebrae RS destaca que é preciso cuidar das pessoas, mas é
indesviável que se cuide também das empresas, sem as quais todo o sistema social,
inclusive o de atendimento à saúde, entrará em colapso. A organização apela às
autoridades para que atuem no sentido de permitir a retomada da atividade econômica
de forma responsável e ordeira, respeitados os protocolos internacionais de interdição
vertical para controle da epidemia.
O próprio Sebrae RS suspendeu todos os eventos coletivos (reuniões, cursos,
treinamentos, seminários, entre outros), além de estar com 100% do seu time atuando
em regime de home office, atendendo os empreendedores por meio de seus canais
digitais. Mas considera que esse atendimento não resolve o maior problema das
empresas, que é a falta de faturamento, que poderá levar ao fechamento dessas empresas
e/ou a demissões em massa de seus funcionários.

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