Pelo andar da carruagem o próximo pleito na cidade será de certa forma um tanto estranho depois de décadas de disputa acirrada entre os dois partidos mais fortes na cidade: MDB e PDT. Ambos partidos sofrem do mesmo problema, a falta de renovação dos seus quadros e a promoção de nomes com potencial para uma candidatura viável. Os caciques dos dois partidos esqueceram-se de deixar mais alguns no curral eleitoral com possibilidades de disputar a carreira. Alguns tinham um pouco de talento e demonstraram isto em eleições para vereador, mas acabaram sendo abafados pelos maiorais ou se lançaram em momentos em que o fiel da balança não estava bem ajustado e o peso dos votos foi dividido.

Neste pleito a candidatura de Roger Caputti – MDB pode representar a renovação política, que, com o fim da reeleição, obrigará ao surgimento de mais nomes, de novas lideranças, e claro mais fidedignas e dignas para ocupar o cargo de relevância que é o de prefeito da cidade. Já o PDT já na eleição posterior ao do grande líder do partido Romildo Bolzan Jr, teve de importar de outra agremiação um nome para elevar ao cargo e substituí-lo. Abrahão foi vereador pelo PT em Osório, esteve fora atuando na prefeitura do PT em Viamão, quando por destino surgiu na gestão municipal como secretário da Saúde. O peso do nome de Romildo o levou a se eleger, mas na reeleição já mostrou que tinha aprendido e por mérito deste e dos companheiros novamente retornou ao paço municipal. Seguindo seu mentor buscou dar condições ao seu secretário da Saúde Emerson Magni as mesmas oportunidades de quando lá esteve. Assim foi testado quando da eleição para vereador, sendo Emerson o mais votado e, logo retornando à administração como Secretário da Saúde com a reeleição de Abrahão. Mas esqueceram de preparar um reserva, assim como também o MDB (talvez Ed Moraes, Júlio Ramos, Lucas Azevedo, Charlon todos com possibilidades futuras) mas não para o pleito atual. Claro que na atual circunstância, com o PDT sem um candidato qualquer novato poderia vir a ser o prefeito, só que aí podemos ter a velha raposa política que é Eduardo Renda e que está em pleno vigor e com a vontade de sempre como se fosse sua primeira eleição.

Renda pode não ter a força de outrora, pois muitos dos militantes do partido já partiram e a juventude já não mais seguem as opiniões dos pais e buscam as redes sociais com muito mais afinco para emitirem suas opiniões.

O PDT já tem declarado que não terá um candidato, diante de cera negação do ex-prefeito Ciro Simoni e do ex-prefeito Romildo Bolzan que tem projetos políticos mais grandiosos a enfrentarem e que trabalharam para isso, que seriam a eleição para governador e Ciro sendo o presidente estadual do partido para “asfaltar” a estrada de acesso de Romildo.

Pelo que se tem desenhado o PDT sente-se numa encruzilhada e parte para uma solução caseira que pode lhes ser amarga, mas que cure, que é lançar a candidatura de Eduardo Renda com o apoio do partido como se dele participasse. Assim novamente Renda vê a possiblidade de se eleger prefeito pela primeira vez e realizar seu sonho de décadas como forte político da antiga Arena, PDS e agora PP. É o que teremos para esta eleição um caldo caipira em panela velha e que esperamos possa fazer frente diante do impasse surgido  no velho PDT.