Técnicos ambientais realizam ação na Bacia Hidrográfica do rio Tramandaí (Foto: Divulgação / Sema RS)

Quatro técnicos ambientais realizaram uma ação, na última semana, para verificar, identificar e fiscalizar a bacia hidrográfica do rio Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Um dos principais objetivos é identificar fontes poluidoras.

Pela primeira vez, ocorreu uma ação conjunta entre os órgãos Departamento de Recursos Hídricos da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), do Balcão de Licenciamento Ambiental Unificado Sema/Fepam do Litoral Norte e do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Tramandaí. A fiscalização teve duração de três dias e foi apenas a primeira.

“Cada órgão fará um relatório e vamos finalizar juntos. Essa é uma ação continuada. Vamos continuar fiscalizando todas as lagoas. Não há prazo ainda para finalizarmos tudo”, explica a engenheira ambiental Caroline Moura, coordenadora do Balcão Ambiental Unificado do Litoral Norte.

Foram observadas diversas questões durante a ação, como lançamento de esgotos domésticos e pluviais, drenagem urbana, construções irregulares, aterros de margens, ocupação industrial, ocupação urbana, zoneamento turístico, captação de água e irrigação.

O resultado desse relatório será utilizado, principalmente, como subsídio futuros licenciamentos ambientais  e para novas fiscalizações.

A questão do saneamento foi um dos pontos principais. “Temos um lençol freático bastante raso no Litoral Norte. Se uma residência for construída em uma área permanente, se ela não for ligada na rede de esgoto, toda vez que o rio subir, a água acaba entrando no fosso. E isso acaba poluindo”, afirma Caroline.

Essa foi apenas a primeira ação de fiscalização e, principalmente, identificação do território. Conforme Caroline, em três dias, a área percorrida foi pequena. Assim, mais saídas de campo estão previstas, porém, ainda sem data marcada.

As conclusões desta primeira ação ainda estão sendo construídas, uma vez que os relatórios ainda não estão prontos. Porém, para Caroline, é claro que são necessárias mais ações como esta.

“Precisamos de mais ações, de fiscalização e de levantamento, de maneira a conhecer o ambiente”, finalizou.