Operação Golfinho registra 241 salvamentos durante final de semana no Litoral Norte  | Foto: Alina Souza

O mar de água límpida e as altas temperaturas acabaram por aumentar o descuido dos banhistas dentro da água, no Litoral Norte. O impacto foi imediato. Apenas neste final de semana, foram registrados 241 salvamentos na área coberta pela Operação Golfinho, de um total de 957 casos. Até agora, as guaritas com maior número foram a 2 e 9, ambas em Torres, respectivamente, com 25 e 20 casos; e a 73, em Capão da Canoa, com 19 ocorrências. As duas praias tradicionalmente agrupam um maior número em função da elevada densidade populacional.

Segundo o major Everton de Souza Dias, chefe da comunicação da Operação Golfinho, o comportamento dos banhistas foi o que mais influenciou nestes números. “Após a ressaca, o mar ficou mais raso na área de proximidade da areia e os veranistas acabam por entrar mais fundo, correndo maior risco”, explicou. A orientação é de que as pessoas fiquem na faixa mais próxima da areia, evitando cair em um buraco, e que respeitem a sinalização das bandeiras nas guaritas. Inclusive a preta, que indica que o banho não é permitido, tem sido afixada dentro do mar, para garantir a atenção do veranista.

Ele destacou ainda que no final de semana foram registradas algumas situações que a sinalização do salva vidas não foi respeitada pelos banhistas. “O apito serve para indicar que a pessoa se encontra em uma área de risco. Esse aviso deve ser respeitado para a segurança do próprio banhista”, afirmou. Outra dica é, ao chegar à praia, sempre conversar com o salva vidas sobre os pontos mais seguros para o banho e se houve alguma alteração que necessite de atenção especial, como buracos ou repuxos. “Prudência é essencial no mar”, enfatizou.

Com as praias lotadas, neste final de semana, foi possível ver em muitas oportunidades a passagem do helicóptero da Brigada Militar sobre o mar, o que chamou a atenção dos veranistas. O sobrevoo foi de monitoramento das praias.

Desde que as ações da Operação Golfinho tiveram início, em 17 de dezembro, foram 957 salvamentos, o que representa 56% do total da edição anterior, que totalizou 1.699 ocorrências. Segundo o relatório, o maior número de ocorrências envolve jovens entre 11 e 20 anos, diferente de outros anos, quando a faixa etária era maior. Os horários mais perigosos são entre 16h30min e 19h.